São Paulo
Empresário de Lucas Moura rebate críticas, explica lesões e diz que jogador ficou no São Paulo “por amor à camisa”
Júnior Pedroso afirma que meia nunca teve histórico médico preocupante, revela rotina intensa de tratamento e lembra que atleta recusou ofertas maiores para permanecer no Morumbis.
Lucas Moura vive uma das temporadas mais difíceis da carreira, e o momento delicado levou seu empresário, Júnior Pedroso, a se manifestar publicamente. Após novas críticas ao atacante por conta das recorrentes ausências, o agente saiu em defesa do jogador e explicou que os problemas no joelho não têm relação com fragilidade física ou histórico de lesões, mas sim com traumas específicos sofridos em disputas dentro de campo.
O cenário é preocupante para o São Paulo. Em 2025, Lucas ficou fora de 31 das 62 partidas disputadas pelo clube, ausências que limitaram a capacidade ofensiva da equipe e reforçaram a sensação de que o camisa 7 nunca conseguiu, de fato, engatar uma sequência plena desde o retorno ao Morumbis. A artroscopia para retirada de fibrose no joelho direito, realizada no meio da temporada, não resolveu completamente o incômodo, e o jogador segue enfrentando dificuldades para executar movimentos que sempre foram naturais em seu estilo de jogo. Submetido a um novo procedimento, dificilmente voltará aos gramados ainda este ano.
Júnior Pedroso explicou que a situação não corresponde ao perfil físico do atleta ao longo da carreira. Em sua publicação, o empresário destacou que Lucas sempre foi reconhecido pela alta disponibilidade física e que seus números nos tempos de PSG e Tottenham comprovam isso, já que sempre teve contratos longos e raros afastamentos por lesões musculares. Pediu que fosse deixado claro que ele não chegou ao São Paulo com histórico negativo e que os atuais problemas decorrem de traumas, e não de fragilidade física. Segundo ele, essa especulação não ajuda o ambiente e distorce a realidade do atleta.
O agente também revelou o empenho do jogador no processo de recuperação, afirmando que Lucas tem treinado em três períodos diários para acelerar a volta. Disse ainda que, em algumas ocasiões, o camisa 7 tentou antecipar seu retorno pela vontade de ajudar o time, mesmo sem estar totalmente confortável, o que acabou agravando o desconforto e prolongando a ausência. Para Pedroso, o caso é desafiador, mas rotineiro entre atletas de elite, e não define quem Lucas é como profissional.
A manifestação também teve um tom emocional. O empresário recordou que, ao retornar ao São Paulo em 2023 por cinco meses, Lucas recebeu uma enxurrada de propostas ao fim do vínculo curto, mas optou por renovar por mais três anos, recusando possibilidades financeiramente e esportivamente superiores. Nas palavras de Pedroso, essa escolha foi movida por identificação, história e amor ao clube, e não por conveniência. A mensagem, segundo ele, precisa ser lembrada em meio ao momento difícil.
A prioridade, agora, é concluir a recuperação. O jogador segue afastado e não deve atuar mais em 2025, mas mantém confiança e serenidade no processo. Para seu estafe, Lucas já provou repetidas vezes sua qualidade, profissionalismo e comprometimento. Falta apenas tempo para que ele retorne plenamente recuperado e volte a ser uma peça útil dentro do elenco.