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Santos chega à reta final com 47,7% de risco de rebaixamento e vive maior alerta desde 2023

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Empate com o Mirassol mantém Peixe a um ponto do Z4; UFMG aponta cenário crítico enquanto Internacional reage e reduz drasticamente suas chances de queda.

O Santos chega às últimas quatro rodadas do Campeonato Brasileiro vivendo um cenário de enorme pressão. Após o empate por 1 a 1 com o Mirassol, na Vila Belmiro, o Peixe encerrou a 34ª rodada com 47,7% de probabilidade de rebaixamento, segundo cálculos da UFMG. O número reflete a instabilidade da equipe nas últimas semanas e a dificuldade do time em se afastar do Z4, que hoje tem o Vitória como primeiro integrante, com 68,7% de risco e apenas um ponto atrás do Alvinegro Praiano.

A situação do Santos é ainda mais delicada porque a rodada trouxe alívio apenas para alguns concorrentes diretos. O Internacional, que venceu o Ceará por 2 a 1 fora de casa, viu suas chances de queda despencarem para 6,5%, retirando-se da zona mais crítica da tabela. Para o Santos, porém, o alerta permanece no nível máximo: o time aparece em 16º lugar, com 37 pontos, pressionado pelo histórico, pela oscilação dentro de campo e pela proximidade de um possível segundo rebaixamento — algo que o clube enfrentou pela primeira vez em 2023.

Os números da UFMG colocam o Santos atrás apenas de Sport (100%), Fortaleza (87,4%), Juventude (87,1%) e Vitória (68,7%) entre os clubes mais ameaçados. Isso reforça que, apesar de ainda depender de si, o Peixe convive com riscos reais e precisa reagir imediatamente para evitar um desfecho traumático. A sequência final do campeonato será determinante: Internacional fora, Sport em casa, Juventude fora e Cruzeiro na Vila. Três desses adversários brigam diretamente contra a queda, enquanto o Cruzeiro ainda luta por vaga na Libertadores — nenhum dos jogos oferece margem para erro.

No empate com o Mirassol, Neymar voltou a marcar após mais de cem dias, mas também cometeu o pênalti que resultou no gol de empate dos visitantes. A atuação do time retratou bem o momento: intensidade nos minutos iniciais, chances criadas, mas queda de rendimento e pouca consistência defensiva na reta final. Falhas individuais continuam custando caro, e a equipe vem oscilando demais para quem vive uma disputa tão apertada.

Restando apenas quatro rodadas, o Santos precisará resgatar competitividade, organização e eficiência nas duas áreas para evitar mais um capítulo sombrio na sua história recente. A matemática ainda permite sonhar, mas o desempenho em campo terá de subir imediatamente. O primeiro passo da sequência decisiva será dado na segunda-feira, diante do Internacional, às 21h, no Beira-Rio — um confronto que pode redefinir o destino do Peixe no Brasileirão.

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