Palmeiras
Lesão grave interrompe crescimento de Lucas Evangelista e adia consolidação no Palmeiras
Meia vivia seu melhor momento no time de Abel Ferreira quando rompeu tendão da coxa e agora projeta 2026 como ano de retomada
A temporada de 2025 terminou de forma abrupta para Lucas Evangelista no Palmeiras. Contratado para reforçar o meio-campo em um momento de transição do elenco, o jogador havia conquistado espaço, sequência e confiança até ser interrompido por uma grave lesão muscular no fim do Brasileirão, transformando o que parecia um ano de afirmação em um processo de espera.
Evangelista chegou ao clube em março, após se destacar pelo Red Bull Bragantino, inicialmente para preencher a lacuna deixada pela saída de Zé Rafael. Com a venda de Richard Ríos ao futebol europeu no meio do ano, o meia passou a assumir papel ainda mais relevante na engrenagem palmeirense.
A adaptação foi rápida. Sob o comando de Abel Ferreira, Evangelista mostrou leitura tática, intensidade sem bola e capacidade de organização no meio-campo. A resposta veio em minutos: titular logo na estreia do Campeonato Brasileiro, contra o Botafogo, e presença constante entre os onze iniciais nas rodadas seguintes.
Mesmo em competições paralelas, como o Mundial de Clubes, o camisa 30 se manteve no radar da comissão técnica. Alternando entre banco e titularidade, ganhou espaço sobretudo em momentos de desfalque do elenco, como na ausência de Aníbal Moreno, e consolidou-se como opção confiável no setor.
O melhor momento da temporada, porém, acabou se transformando no ponto de ruptura. No fim de setembro, diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, Evangelista deixou o campo ainda no primeiro tempo após sentir a coxa direita. O diagnóstico confirmou o pior cenário possível: ruptura do tendão do músculo posterior, exigindo cirurgia e encerrando de forma precoce sua participação no ano.
Até aquele jogo, o meia acumulava 17 partidas consecutivas, dois gols, liderança em campo e até a braçadeira de capitão em algumas ocasiões. A regularidade fazia dele uma peça central no funcionamento do time, a ponto de nem a chegada de Andreas Pereira ameaçar sua posição imediata no onze inicial.
A lesão obrigou Abel Ferreira a redesenhar o meio-campo em um momento decisivo da temporada. A ausência de Evangelista trouxe instabilidade ao setor e ampliou o rodízio de peças, refletindo o peso que o jogador havia adquirido internamente em poucos meses de clube.
Desde então, o foco passou a ser a recuperação. Enquanto parte do elenco entrou em período de descanso, Evangelista manteve rotina de trabalho na Academia de Futebol, acompanhado de perto pelo Núcleo de Saúde e Performance. O planejamento indica que ele ainda não estará disponível no início de 2026, mas a expectativa é de retorno gradual ao longo do primeiro semestre.
Com 33 jogos disputados, três participações diretas em gols e bons números defensivos e de passe, Lucas Evangelista encerra 2025 com a sensação de que teve o crescimento interrompido no momento mais promissor. Para o Palmeiras, trata-se de um ativo a ser reintegrado. Para o jogador, 2026 surge como a chance de transformar frustração em recomeço e, enfim, consolidar o espaço que começou a construir.
