Libertadores

Após vice, Abel admite superioridade do Flamengo e critica: “Faltou-nos coragem”

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Técnico do Palmeiras reconhece que o rival foi mais maduro na decisão em Lima e afirma que seu elenco jovem ainda precisa aprender a lidar com jogos de pressão máxima.

A derrota por 1 a 0 na final da Libertadores, em Lima, deixou Abel Ferreira com um discurso direto, sincero e sem rodeios. O treinador do Palmeiras reconheceu que o Flamengo foi superior na decisão e destacou que sua equipe careceu de algo essencial para esse tipo de jogo: coragem. Segundo ele, o Verdão até executou parte do plano, mas não conseguiu sustentar a postura necessária para equilibrar um duelo desse tamanho.

“Temos um time jovem, talentoso, competitivo, mas hoje faltou coragem, faltou ousadia”, resumiu Abel, sem tentar suavizar o diagnóstico. O português explicou que o Palmeiras já esperava exatamente o comportamento do Flamengo — dividido entre cinco jogadores construindo e cinco atacando em velocidade. A dificuldade, para ele, não estava no entendimento do adversário, mas na execução.

Tentativas de pressionar com López e equilibrar a marcação com Andreas até surgiram, mas o técnico foi categórico ao dizer que a diferença esteve na maturidade do rival. “Eles foram mais experientes, mais cascudos e lidaram melhor com o peso da final”, afirmou, ressaltando que finais normalmente se resolvem em detalhes — e, na noite peruana, o detalhe foi rubro-negro, na cabeçada certeira de Danilo.

Abel evitou entrar na polêmica sobre o lance envolvendo Erick Pulgar, que poderia ter sido expulso após atingir Bruno Fuchs com o jogo parado. Chamou o episódio de “duvidoso” e rapidamente desviou o foco: “O Flamengo foi melhor. E ponto final.”

Mesmo após o vice, o treinador preferiu olhar para o futuro imediato. O Palmeiras ainda tem compromissos pelo Brasileirão, embora dependa não só de vitórias, mas também de uma combinação favorável na rodada — e, caso o Flamengo vença o Ceará, o sonho de título nacional pode se encerrar de forma definitiva.

Ainda assim, Abel mantém confiança no projeto. Para ele, o grupo que chegou longe na Libertadores tem presente, mas também tem muito futuro. Resta, agora, transformar a dor da derrota em combustível e amadurecimento para a próxima jornada.

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