Futebol Feminino
CBF amplia vagas e revoluciona calendário do futebol feminino a partir de 2026
Com investimento de R$ 685 milhões, entidade reformula A1, A2, A3, Copa do Brasil e Supercopa, amplia datas e jogos e fortalece base e apoio às atletas.
A CBF anunciou nesta segunda-feira, 24, a maior reformulação da história do futebol feminino brasileiro. A partir de 2026, o calendário das competições nacionais passa por uma transformação profunda, com ampliação de vagas, aumento expressivo no número de jogos e crescimento no investimento destinado aos clubes. As mudanças foram definidas após meses de consulta envolvendo especialistas, federações, atletas, clubes e o corpo técnico da confederação.
Segundo a CBF, o investimento total nas competições femininas será de R$ 685 milhões. O novo formato representa aumento de 41% no número de datas, 84% no total de partidas e 69% na quantidade de vagas no calendário nacional, criando mais oportunidades esportivas e financeiras para equipes de todos os níveis da pirâmide.
Supercopa abre a temporada
A primeira competição do novo calendário será a Supercopa do Brasil Feminina, marcada para 8 de fevereiro, reunindo as campeãs da Série A1 e da Copa do Brasil. O título renderá R$ 1 milhão à equipe vencedora e R$ 600 mil para a vice. O mando de campo será decidido em consenso entre clubes e CBF.
Série A1 terá 18 clubes e mais jogos
Principal competição do futebol feminino nacional, a Série A1 passa de 16 para 18 clubes e terá início em 15 de fevereiro, com final prevista para 4 de outubro. Serão 23 datas, duas a mais que em 2025, aumentando o número de jogos de 134 para 167.
Cada equipe receberá R$ 720 mil de cota fixa, com bônus de R$ 20 mil por partida transmitida como primeira escolha nacional. A campeã receberá R$ 2 milhões; a vice, R$ 1 milhão. A partir de 2027, todas as atletas terão obrigatoriamente contrato profissional. Duas equipes serão rebaixadas.
Série A2 muda formato e dobra número de jogos
A Série A2 começará em 14 de março e terminará em 19 de setembro. Serão 21 datas, contra 13 em 2025, elevando o número de jogos de 70 para 134. A competição segue com 16 clubes, mas com novo formato: turno único em grupo único na 1ª fase.
As cotas foram reajustadas em 2,4 vezes, alcançando R$ 360 mil para cada equipe. Quatro clubes sobem para a A1 e dois caem para a A3.
Série A3 terá 32 clubes e 126 jogos
A Série A3 começa em 21 de março e termina em 5 de setembro. O calendário sobe de 11 para 14 datas, e o total de partidas aumenta de 78 para 126. Serão 32 clubes representando todas as unidades da federação, com turno e returno na fase inicial.
As cotas sobem 3,3 vezes, chegando a R$ 120 mil por clube. Os quatro melhores garantem acesso à Série A2.
Copa do Brasil Feminina mais robusta
A Copa do Brasil Feminina terá 66 participantes a partir de 2026, envolvendo times da A1, A2 e A3. A competição começa em 22 de abril e termina em 15 de novembro, com número de jogos ampliado de 64 para 72 e a inclusão de 11 datas no calendário.
A estreia dos clubes seguirá escalonada conforme a divisão. A grande novidade é que, das quartas de final até a decisão, todos os confrontos serão disputados em ida e volta. As cotas serão dobradas em relação ao formato de 2025.
Base fortalecida e apoio a mães atletas
A CBF também ampliou datas e cotas das competições de base — sub-20, sub-17, sub-16 e sub-14 — garantindo calendário mais robusto para formação de talentos.
Outra mudança importante é o novo suporte a atletas mães: jogadoras em fase de lactação poderão viajar com seus filhos em compromissos oficiais, com todos os custos arcados pela confederação.
As mudanças marcam um novo ciclo para o futebol feminino nacional, mirando profissionalização total, aumento da competitividade e expansão da modalidade em todas as regiões do país.