Sulamericana
Lanús segura o Atlético e Losada brilha nos pênaltis para conquistar a Copa Sul-Americana
Em final travada e com cara de 0 a 0, goleiro argentino vira herói com três defesas nas penalidades e garante o título do Granate diante de um Galo irreconhecível.
A Copa Sul-Americana 2025 ficou nas mãos do Lanús. Em um jogo travado, marcado por sistemas defensivos fortes, pouca criatividade e pontaria falha dos dois lados, o time argentino segurou o empate por 0 a 0 com o Atlético Mineiro e decidiu a taça nos pênaltis. Aí brilhou quem mais brilhou durante todo o torneio: o goleiro Lautaro Losada. Com três defesas espetaculares, o grande nome do Granate escreveu o capítulo final e garantiu o título continental.
A partida começou com o Atlético buscando o controle do jogo. Com Alan Franco reinserido na equipe e cumprindo papel central na construção, o Galo buscou posse, paciência e variações com Guilherme Arana entrando por dentro para formar o 3-2-5 ofensivo de Jorge Sampaoli. O Lanús, ciente de sua inferioridade técnica, manteve disciplina tática, alternando entre 4-4-2 e 5-3-2 conforme a movimentação atleticana pedia.
As chances, porém, foram raras. O Lanús finalizou primeiro após erro de Ruan na saída, mas Everson defendeu sem sustos. Alan Franco respondeu com chute por cima. O único momento de real perigo na primeira etapa veio aos 26 minutos, numa cobrança de falta de Bernard — mesmo sem ângulo, a bola explodiu na trave e ficou no quase. Foi o máximo que o jogo ofereceu em emoção antes do intervalo.
No segundo tempo, a dinâmica se manteve travada. Muitas faltas, muitos erros no último terço e poucos espaços para criação. A primeira grande chegada do Atlético ocorreu aos 13 minutos, após inversão de Igor Gomes para a esquerda: Dudu cortou para dentro e bateu forte, mas Losada fez sua primeira grande intervenção da noite.
Com dificuldades para infiltrar, o Galo passou a utilizar os zagueiros pelos lados, especialmente Junior Alonso, que arriscou finalizações e tentou ampliar o campo. Sampaoli colocou Gustavo Scarpa para aumentar repertório de chutes de média distância, mas a defesa argentina manteve-se sólida e Losada voltou a se destacar sem ser exigido no tempo regulamentar.
A prorrogação seguiu a mesma toada: travada, sem espaços, com cara de 0 a 0 desde o primeiro minuto. Mesmo assim, o Atlético teve duas chances claras com Biel. Na primeira, cabeceou nas mãos de Losada. Na segunda, recebeu de Hulk na área, mas novamente o goleiro argentino cresceu na jogada e salvou.
Nos pênaltis, o desfecho refletiu toda a noite. Biel e Hulk, que já tinham tido performance apagada, pararam em Losada. Nas alternadas, Victor Hugo também desperdiçou. Everson tentou carregar o Galo, mas a falta de precisão dos companheiros e a noite iluminada do goleiro argentino decidiram a taça.
Com três defesas nas penalidades e uma atuação impecável, Losada se tornou o nome da final e confirmou o título do Lanús, que volta a levantar uma taça continental e mantém seu retrospecto impressionante em decisões contra o Atlético. Uma noite granate, uma final travada — e um herói que decidiu tudo.
