Santos
Renovação de Neymar perde prioridade no Santos em meio à luta contra o rebaixamento
Presidente Marcelo Teixeira adota cautela e afirma que clube está totalmente focado nas últimas três “finais” do Brasileirão; alto custo do camisa 10 também pesa na discussão.
A renovação de Neymar deixou de ser pauta urgente na Vila Belmiro. Em meio à reta final dramática do Campeonato Brasileiro, o presidente Marcelo Teixeira deixou claro que o Santos só voltará a tratar do futuro do camisa 10 depois que o clube estiver seguro na tabela. O foco absoluto, neste momento, é evitar um novo rebaixamento.
“O foco hoje é no Campeonato Brasileiro. Temos três finais. O foco total é esse. Não temos essa urgência ainda da renovação. A urgência hoje é o Campeonato Brasileiro”, afirmou o mandatário.
O contrato de Neymar vai até 31 de dezembro de 2025. Desde seu retorno em janeiro, o atacante soma 25 partidas, sete gols e três assistências. Porém, vive mais um momento de incerteza: com lesão no menisco do joelho esquerdo, ele pode ficar fora dos três últimos compromissos da temporada.
Ao longo desta quarta-feira, o jogador conversará com o departamento médico para avaliar suas condições.
Custos preocupam o Conselho Fiscal
Enquanto o futuro esportivo é prioridade, a continuidade de Neymar no clube esbarra também em questões financeiras. O Conselho Fiscal do Santos reforçou à diretoria que os gastos seguem acima do previsto, mesmo com aumento de receitas — muito influenciado pela presença do próprio camisa 10.
“As sugestões apresentadas permanecem as mesmas, baseadas na equalização dos custos e despesas. A gestão deve tomar atitudes para que os números não se distanciem do orçamento. Temos ciência de que o fator Neymar Júnior altera o cenário, mas é fundamental manter a austeridade”, alertou o órgão.
Marcelo Teixeira, por sua vez, tratou o aviso com naturalidade, afirmando que as recomendações já eram feitas desde o período em que o clube disputava a Série B. Segundo ele, o Santos está seguindo os ajustes necessários para equilibrar as finanças, ainda pressionadas pelo passivo acumulado ao longo dos anos.
Com o time na zona do rebaixamento e três jogos decisivos pela frente, a discussão sobre a permanência de Neymar fica, por ora, em segundo plano.
