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São Paulo

Vinícius Pinotti deixa cargo de consultor especial e rompe com a atual gestão do São Paulo

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Conselheiro da oposição e possível candidato em 2026, Pinotti se afasta após pedido de impeachment de Julio Casares

Vinícius Pinotti anunciou na noite da última terça-feira sua saída do cargo de Consultor Especial da presidência do São Paulo em meio à crise institucional que envolve o clube, marcada por supostos casos de corrupção investigados pela Polícia Civil.

Pinotti foi o conselheiro da oposição mais votado nas últimas eleições, mas, mesmo assim, havia aceitado integrar a gestão de Julio Casares, atuando como consultor e colaborando na elaboração de projetos em diferentes áreas do clube.

Com o pedido de impeachment do atual presidente protocolado no Conselho Deliberativo pela oposição, o conselheiro — apontado nos bastidores como um possível candidato à presidência do São Paulo em 2026 — optou por romper oficialmente com a gestão.

“Comunico que na manhã de segunda-feira, 22 de dezembro, apresentei minha saída do cargo de Consultor Especial da presidência do São Paulo Futebol Clube. Tomei essa decisão de forma consciente, responsável e definitiva, em razão de divergências quanto à condução e aos rumos adotados, mantendo meu compromisso com princípios e com a coerência do que considero melhor para a instituição”, escreveu Vinícius Pinotti em nota oficial.

O conselheiro já exerceu funções relevantes em gestões anteriores do clube. Durante o mandato de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, Pinotti foi diretor de futebol e ficou marcado, inclusive, por ter bancado do próprio bolso a contratação do atacante Centurión.

“Registro meu respeito ao clube e a todos que dele fazem parte. O São Paulo é maior do que qualquer cargo ou função, e minha relação com o Tricolor sempre foi — e seguirá sendo — pautada por compromisso, amor e responsabilidade com sua história”, prosseguiu.

“Reafirmo que permanecerei à disposição para ajudar o São Paulo Futebol Clube, da forma que for possível, sempre que isso representar o melhor para o Tricolor”, concluiu Pinotti.

A saída amplia o cenário de instabilidade política no clube e adiciona mais um capítulo à crise que se desenrola nos bastidores do Morumbi às vésperas de um novo ciclo eleitoral.