Corinthians
Após saída de Fabinho Soldado, Corinthians avalia nomes do mercado para o cargo
Clube descarta solução estatutária e busca executivo com perfil moderno para não travar o planejamento de 2026
O Corinthians já se movimenta nos bastidores para preencher a lacuna deixada por Fabinho Soldado no comando do futebol. O executivo deixou o clube em comum acordo nesta semana, e a direção alvinegra entende que a reposição precisa ser feita no mercado, com um profissional experiente e alinhado ao modelo de gestão que o clube pretende adotar a partir de 2026.
A avaliação interna é de que a saída de Fabinho não pode gerar um vácuo decisório em um momento sensível do calendário. Por isso, a possibilidade de nomear um dirigente estatutário foi descartada. A intenção é contratar um executivo com trânsito no futebol brasileiro, capacidade de negociação e perfil considerado mais moderno para liderar o planejamento esportivo.
Nomes que já passaram pela mesa
Mesmo antes da confirmação da saída de Fabinho Soldado, o Corinthians já monitorava possíveis alternativas. Entre os nomes debatidos internamente estiveram Alessandro Brito, atualmente no Botafogo, Thiago Scuro, que trabalha no Monaco, e Paulo Pelaipe, que acabou fechando com o Grêmio.
As conversas, no entanto, não avançaram naquele momento. A indefinição sobre o futuro de Fabinho fez com que a diretoria optasse por cautela. Agora, com o cargo oficialmente vago, a tendência é que o clube acelere o processo nos próximos dias para evitar atrasos no planejamento da próxima temporada.
Reflexos diretos no planejamento de 2026
A saída de Fabinho Soldado não é apenas simbólica. Ele centralizava as decisões do futebol profissional, liderava as negociações de mercado e conduzia processos de renovação contratual. Com isso, sua ausência impacta diretamente a organização do elenco para 2026.
Quatro jogadores têm contrato se encerrando ao fim do ano: Maycon, Romero, Angileri e Talles Magno. A avaliação interna aponta que Romero e Talles não devem seguir, enquanto Maycon e Angileri ainda mantêm conversas em andamento para possível renovação. A definição sobre esses casos passa, necessariamente, pelo novo responsável pelo departamento.
Ambiente interno e bastidores
Fabinho Soldado já demonstrava incômodo com a pressão interna que vinha sofrendo. Nos bastidores, o entendimento do executivo era de que estava sendo desgastado politicamente, cenário que acelerou sua decisão de deixar o clube. Apesar do apoio público do elenco — que chegou a pedir sua permanência durante a celebração do título da Copa do Brasil —, o desfecho foi inevitável.
Livre no mercado, Fabinho tem recebido sondagens e vê com bons olhos um possível retorno ao Internacional, que surge como um dos destinos mais prováveis.
Enquanto isso, o Corinthians tenta reorganizar rapidamente sua estrutura de futebol para não comprometer um ano que começa com grandes desafios, incluindo Libertadores, Supercopa e a defesa do título nacional.
