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São Paulo

Crespo manda recado à diretoria e pede contratações para 2026 após ano com 12 lesões simultâneas

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Argentino cita elenco devastado, critica perfil físico das últimas contratações e afirma que prioridade do São Paulo deve ser jogadores capazes de suportar 65 jogos por temporada.

Hernán Crespo deixou claro o recado que pretende entregar à diretoria do São Paulo para 2026. Mais do que características técnicas ou estilos de jogo, o treinador quer reforços “saudáveis”, capazes de suportar o calendário pesado e evitar que o clube repita o ano caótico vivido em 2025. A mensagem veio após o clássico contra o Corinthians, quando o Tricolor entrou em campo desfalcado por 12 jogadores — um cenário que se tornou rotina ao longo da temporada.

A lista de baixas é extensa e atinge praticamente todos os setores do elenco. Lucas segue com dores no joelho direito; Calleri vive transição após cirurgia; Oscar enfrenta síncope vasovagal; André Silva trata lesões ligamentares; Luan lida com problema no adutor; Ryan Francisco e Dinenno se recuperam de lesões graves no joelho; Wendell tem ruptura parcial da fáscia plantar; Marcos Antônio e Arboleda tratam lesões musculares; Enzo Díaz se recupera de cirurgia de hérnia; Rodriguinho enfrenta um quadro respiratório. Um panorama que, para Crespo, limita qualquer pretensão competitiva.

O treinador admitiu que faltam peças fundamentais — um camisa 10, um centroavante, jogadores de construção e profundidade — mas enfatizou que nada disso adiantará se os reforços não tiverem histórico físico confiável. Segundo ele, a temporada expôs a fragilidade estrutural do elenco e a recorrência de atletas que chegaram já tratando problemas ou carregando riscos elevados de lesão. Em suas palavras, “a coisa principal é a saúde; depois vemos o talento”.

A preocupação não é apenas para 2025, mas para o calendário do ano seguinte, que promete ainda mais exigência. Crespo quer jogadores capazes de atuar 60 a 65 partidas, acompanhar o ritmo do futebol sul-americano e reduzir a dependência de jovens da base que precisaram ser lançados às pressas ao longo da temporada. A situação se agravou tanto que, para o clássico, o São Paulo tinha apenas 13 atletas de linha disponíveis para treinar, sem contar os goleiros, além de ter aguardado o retorno de convocados como Ferraresi, Bobadilla e Tapia.

E se a situação já era preocupante, ficou mais complicada para o duelo contra o Juventude. Alisson levou o terceiro cartão amarelo e está suspenso; Rafael Tolói sentiu dores musculares no Majestoso e não deve jogar. Crespo reconhece que o cenário é “péssimo”, mas tenta manter o elenco mobilizado na busca por uma vaga na Pré-Libertadores, apesar de admitir que o objetivo parece distante neste momento.

A postura do técnico, porém, é de insistência. Ele afirma estar acostumado a lidar com emergências e acredita que, mesmo com 12 ou 13 jogadores, o São Paulo pode vencer jogos importantes e fechar a temporada com dignidade. Faltam quatro rodadas para o fim, e Crespo promete levar o time até onde for possível — enquanto reforça que a reconstrução para 2026 só será viável se a diretoria buscar atletas fisicamente capazes de sustentar o nível competitivo que o clube exige.